Patrício, o pequenino, chegou a Vila e soube que crianças estavam desaparecendo. E entre elas sua sobrinha. Patrício é um tanto medroso mas por ser sua sobrinha muito amada, decide ir à floresta atrás dela.
Logo na alvorada, ele saiu da Vila. Uma neblina densa espreitava pela saída do lugar. As orelhas atentas foram cobertas por um capuz grosso e seguiu então até onde seu irmão disse que ela havia se desgarrado dele.
Ele então chega a um ponto da trilha onde sua sobrinha supostamente desapareceu. Com o tempo até ai, o sol subiu quente dissipando a névoa da manhã. Com orelhas erguidas procurou alguma marca de arranhão ou pegada pelo chão.
Uma pegada de bota pesada é vista, pequenos tufos de pelo são também encontrados. A pista parece estar quente, pensou ele, e seguiu adentrando na mata.
Patrício então percebe uma pequena trilha a sua direita, seguindo nela de forma furtiva. Chegando então a uma grande poça de lama verde entre as árvores. Cuidadoso, Patrício se amarra pela cintura em uma árvore e tenta circundar a poça. O nó que ele fez é o nó de duas puxadas, segurando na primeira puxada mas cedendo na segunda. Se aproximando com cuidado e apoiando-se nos troncos consegue não cair e chega ao outro lado. Caminhando um pouco mais a frente se depara mais a frente com grande pedras pontiagudas apontadas para o céu, são negras como obsidiana, os pelos de Patrício ficam ouriçados.
O ar está parado e nenhum sinal da criança e nem de mais nada. Um silêncio sepulcral preenche a clareira, pesando o ar a cada respiração. Patrício analisa as pedras, evitando toca-las e com isso percebe uma grande poça d'água em meio ao círculo de pedras. Com um estranho pressentimento, Patrício prende a respiração e pula em meio a poça. Tontura! Ele cai subindo e sobe descendo. Então quando dá por si emerge na poça novamente e sobe até a beira. Encharcado, percebe-se em meio a um círculo de pedras mas agora com pedras brancas e com um furta-cor como opalas. Quando ainda encantado com as pedras e com o local que está, uma pequena criatura passa voando ao seu lado. Patrício mantém a compostura e declara sua intenção: resgatar sua sobrinha desaparecida. A pequena criatura então faz uma mesura e se apresenta pelo nome de Lorelei, conhecida como a rainha do Bosque das fadas. Após as apresentações afirmou que irá ajudar Patrício na sua jornada, se ele a ajudar a encontrar seu pequeno espelho de ouro. O tamanho não seria maior do que a cabeça de um alfinete. Patrício então logo se disponibiliza e se põe a procurar o espelho pela relva a seus pés. Lorelei com um pequeno sorriso diz que ele deve encontrar o espelho até o por do sol se não também ficará preso no bosque das fadas.
Tenso e confabulando o que as fadas estão tramando, a cabeça de Patrício se encheu de dúvidas e preocupações. Continuou cavando e procurando o pequeno objeto pela relva, mas logo começou a ficar desmotivado. Então inesperadamente, percebeu-se acompanhado por alguém e ao virar-se percebeu que era sua sobrinha, de nome Sol, ajudando-o a procurar o objeto. Ele então a segura e dá um forte abraço nela, mas ela fica totalmente parada e sem reação. Seu coração fica apertado, Patrício sabe que as fadas tem fama de fazer brincadeiras de mal gosto, olhou para o céu e viu que o sol já estava baixando no horizonte, passando seus olhos ao redor, procurou a fada Lorelei mas sem sucesso. Então em um momento de desespero amarrou sua sobrinha com a corda que trouxe...
E foi até onde fui na sessão pessoal. Esse conteúdo foi criado usando o sistema Solo do Espadas&Punhais e o panfleto Bosque das Fadas que você encontra aqui mesmo no blog.
Essa pequena aventura solo incompleta me auxiliou dias depois para mestrar uma aventura no mesmo Bosque e já conectei que Patrício também estava sumido e não voltará a cinco dias. Isso já vai trazendo uma profundidade interessante a história e foi uma sessão muito emocionante. Quem sabe depois continuo as aventuras de Patrício.
Até!
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