segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Relato de aventura no módulo: O bosque das Fadas.

 


Patrício, o pequenino, chegou a Vila e soube que crianças estavam desaparecendo. E entre elas sua sobrinha. Patrício é um tanto medroso mas por ser sua sobrinha muito amada, decide ir à floresta atrás dela.  
Logo na alvorada, ele saiu da Vila. Uma neblina densa espreitava pela saída do lugar. As orelhas atentas foram cobertas por um capuz grosso e seguiu então até onde seu irmão disse que ela havia se desgarrado dele. 
Ele então chega a um ponto da trilha onde sua sobrinha supostamente desapareceu. Com o tempo até ai, o sol subiu quente dissipando a névoa da manhã. Com orelhas erguidas procurou alguma marca de arranhão ou pegada pelo chão. 
Uma pegada de bota pesada é vista, pequenos tufos de pelo são também encontrados. A pista parece estar quente, pensou ele, e seguiu adentrando na mata. 
Patrício então percebe uma pequena trilha a sua direita, seguindo nela de forma furtiva. Chegando então a uma grande poça de lama verde entre as árvores. Cuidadoso, Patrício se amarra pela cintura em uma árvore e tenta circundar a poça. O nó que ele fez é o nó de duas puxadas, segurando na primeira puxada mas cedendo na segunda. Se aproximando com cuidado e apoiando-se nos troncos consegue não cair e chega ao outro lado. Caminhando um pouco mais a frente se depara mais a frente com grande pedras pontiagudas apontadas para o céu, são negras como obsidiana, os pelos de Patrício ficam ouriçados. 
O ar está parado e nenhum sinal da criança e nem de mais nada. Um silêncio sepulcral preenche a clareira, pesando o ar a cada respiração. Patrício analisa as pedras, evitando toca-las e com isso percebe uma grande poça d'água em meio ao círculo de pedras. Com um estranho pressentimento, Patrício prende a respiração e pula em meio a poça. Tontura! Ele cai subindo e sobe descendo. Então quando dá por si emerge na poça  novamente e sobe até a beira. Encharcado, percebe-se em meio a um círculo de pedras mas agora com pedras brancas e com um furta-cor como opalas. Quando ainda encantado com as pedras e com o local que está, uma pequena criatura passa voando ao seu lado. Patrício mantém a compostura e declara sua intenção: resgatar sua sobrinha desaparecida. A pequena criatura então faz uma mesura e se apresenta pelo nome de Lorelei, conhecida como a rainha do Bosque das fadas. Após as apresentações afirmou que irá ajudar Patrício na sua jornada, se ele a ajudar a encontrar seu pequeno espelho de ouro. O tamanho não seria maior do que a cabeça de um alfinete. Patrício então logo se disponibiliza e se põe a procurar o espelho pela relva a seus pés. Lorelei com um pequeno sorriso diz que ele deve encontrar o espelho até o por do sol se não também ficará preso no bosque das fadas. 
Tenso e confabulando o que as fadas estão tramando, a cabeça de Patrício se encheu de dúvidas e preocupações. Continuou cavando e procurando o pequeno objeto pela relva, mas logo começou a ficar desmotivado. Então inesperadamente, percebeu-se acompanhado por alguém e ao virar-se percebeu que era sua sobrinha, de nome Sol, ajudando-o a procurar o objeto. Ele então a segura e dá um forte abraço nela, mas ela fica totalmente parada e sem reação. Seu coração fica apertado, Patrício sabe que as fadas tem fama de fazer brincadeiras de mal gosto, olhou para o céu e viu que o sol já estava baixando no horizonte, passando seus olhos ao redor, procurou a fada Lorelei mas sem sucesso. Então em um momento de desespero amarrou sua sobrinha com a corda que trouxe...


E foi até onde fui na sessão pessoal. Esse conteúdo foi criado usando o sistema Solo do Espadas&Punhais e o panfleto Bosque das Fadas que você encontra aqui mesmo no blog. 

Essa pequena aventura solo incompleta me auxiliou dias depois para mestrar uma aventura no mesmo Bosque e já conectei que Patrício também estava sumido e não voltará a cinco dias. Isso já vai trazendo uma profundidade interessante a história e foi uma sessão muito emocionante. Quem sabe depois continuo as aventuras de Patrício. 

Até!

domingo, 20 de agosto de 2023

Dying Earth, Jack Vance e literatura.

 

Fala pessoal! Hoje compartilho com vocês um pouco de impressões da leitura do livro Contos de Dying Earth do Jack Vance. Um dos autores que influenciaram Gary Gygax no seu apêndice N. 

Longe de mim fazer uma análise sobre o livro, faço esses pequenos comentários através do desejo de compartilhar minha experiência e impressões.

Um dos aspectos legais dos contos é que são curtos e de fácil leitura sendo assim mais acessíveis e não por serem curtos que não são interessantes. Cada personagem criada pelo autor traz consigo aspectos humanos, e quando não, a estranheza com a personagem também nos evoca a pensar de formas diferente do habitual. Juntando tudo isso ao ponto de que é mundo é diferente de tudo que experimentamos. A terra em Dying Earth além do sol carmesim, que muito em breve morrerá e as pessoas no conto sabem disso, traz uma miríade de variações culturais de cada assentamento humano. Você enquanto leitor não sabe o que haverá pela frente e vai descobrindo junto com cada personagem. Além das descrições ricas em detalhes sem passar do ponto, informando como em uma boa narração de mestre de RPG mas que ao mesmo tempo deixa mistérios atiçando nossa curiosidade. 

Outro aspecto muito interessante do livro é compreender a magia nesse mundo. Demônios, deuses,  ciência antiga, bruxas e seres feitos através do conhecimento arcano se misturam em uma grande sopa de mistério. Os feitiços não são um simples conhecimento, são vivos ou no mínimo são algo que requer um esforço tremendo para poderem ser acessíveis. (coisa que no D&D nunca entendi muito bem o  porquê  de esquecer as magias). Em Dying Earth apreender uma magia requer tanto estudo, treinamento e acesso ao conhecimento, saber uma magia é um bem precioso para manter tanto sua segurança quanto seu poder sobre os outros e o meio em que o personagem vive. Para mim ao final desse primeiro livro de contos tive a impressão de que a magia se mescla com o conhecimento científico e com toda a criação fazendo assim uma amalgama curiosa para quem lê. 

Espero muito que a Editora New Order traga os demais livros dOs contos de Dying Earth. A tradução foi muito bem feita além do prólogo e do epilogo super explicativos e que acrescentam bastante ao conteúdo do livro. 

Não nego que estou super entusiasmado para jogar nesse cenário, tive acesso ao material do DCC e gostaria muito de fazer algo com isso. Enfim... Recomendo muito essa leitura. 

 

Forte Abraço.


sábado, 29 de julho de 2023

O Bosque das Fadas

 

O bosque das fadas é uma pequena aventura minimalista para qualquer sistema OSR. No panfleto foi utilizado o sistema do Old dragon 2 edição

O bosque é um pedaço da floresta e alguns problemas tem acontecido nele recentemente, espero que gostem e segue 



Segue o Link:

https://drive.google.com/file/d/19rLk9jkGbF7z0o-MLCf_pU9L3xFz4wb7/view?usp=drive_link

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Panfleto Viajando pela Cidade


 Fala pessoal, hoje venho aqui compartilhar um panfleto que fiz baseado no Cess & Citadel. Tem como objetivo trazer algumas tabelas acessíveis para usar naquele rastejar pela cidade (City crawl) ou até para toda uma aventura política e social em torno do mal estar que é ser civilizado ou viver em cidade. Enfim, espero que aproveitem e não esqueça de mandar seu comentário, indicação ou proposta. 

Vamos Jogar!


Segue o link:

https://drive.google.com/file/d/15SMhbclVsnvW0Tv_rLTDuqPychi0rO9Z/view?usp=drive_link

sexta-feira, 10 de março de 2023

Relatos das Dunas. Jogos Solo em Terramargor.


 

Rolagens direcionadoras: 

Objetivo: Visitando um lugar sagrado e encontrar uma relíquia sagrada

Onde: Local fica supostamente a noroeste de Hadurfar


Ginger, uma clériga do caos, compra um cantil, sai da cidade pela manhã cedo e segue na direção proposta sem muitos contratempos.

O sol escaldante parece trazer imagens à areia. O suor escorre por entre a pele de Ginger e os tecidos que a protegem da própria cota de malha, os anéis de ferro estão numa temperatura tão insuportável quanto seus pés nas dunas.

Imersa em seus pensamentos e com um mapa que parece mais um trapo, ela lembra de uma marcação que dizia que nessa época do ano, o sol cairá exatamente na direção correta do caminho que ela deverá seguir, até então começar a encontrar uma terra mais dura com rochas.

O planejamento de viagem é de pelo menos 2 dias, O Incompreendido (divindade do caos) deverá trazer grandes dadivas depois de tal exposição em uma ermo tão desolado quanto Terramargor.

O sol se eleva em seu ápice e Ginger, com a boca seca, toma alguns goles de água. Apenas dunas e mais dunas são vistas no horizonte. Um leve cheiro adocicado toma conta de seus sentidos, tudo gira em torno disto. Além de que o vento quente não alivia a tensão para quaisquer outras percepções. O cheiro traz memórias e percepções talvez frutas, óleos. Estar fora do presente parece ser a melhor opção do agora. O sol começa a angular na vista de Ginger, seu corpo coberto em tecidos largos e pálidos parece uma aparição em meio as areias brancas da terra dos dragões. O cheiro, ao que parece, era uma memória distante que agora o nariz parecia estar mais queimado por dentro quanto a vista que estava queimada da luz. Algo faz algumas dunas deslizarem, Ginger abre a base das pernas e segura seu martelo com cuidado descendo a costa.

Um leve movimento de areia na duna a sua direita e então uma cabeça alongada e de pele acinzentada se mostra vinda da duna ao seu lado. Ginger ergue o martelo acima da cabeça e desce em direção a criatura que se desvia do ataque com seu corpo flexível. A criatura então abre sua boca e entre dentes pontiagudos uma língua bifurcada sibila no ar, usando uma de suas patas, a criatura se apoia sobre o corpo de Ginger e com sua força e tamanho suas unhas adentram sua armadura lhe ferindo o ombro direito. Desesperada Ginger então procura correr com o resto de fôlego a direção contrária. A criatura vem deslizando-se por entre a areia com uma velocidade superior a de Ginger, com um movimento rápido consegue segurar a perna da clériga e com uma abocanhada, da o golpe de misericórdia. O sangue vermelho escorre na pele cinza e nas areias alvas.

Relato da 2° sessão: Sob as dunas de Hadurfar


 

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Terramargor: o deserto do centro do mundo e terra dos dragões. (Panfleto de cenário)

Domingo por aqui e trazendo mais um panfleto (só imprimir frente e verso e dobrar), agora de um ambiente/cenário, no meu mundo que fiz no Desafio Gygax 23. Éon!

O material é agnóstico de sistema e com proposta sandbox, com informação aberta para que você enquanto mestra/e possa utilizar no seu mundo. 

Sobre o ambiente: 

Terramagor é a terra erma pertencente aos Duques dragões. Também conhecida como o deserto do centro do mundo. Existe apenas uma cidade nessa região: Hadurfar. E todo o povo é acompanhado de perto por seus soberanos. Caravanas e camelos  procuram logo seu caminho para não ficarem expostos ao calor brutal ou a areia escaldante. 

Use esse material a vontade, mas se usar, me conta o que achou dele e como a sua estória se desenvolveu.  Abraços. 


O material: 




domingo, 22 de janeiro de 2023

Desafio Dungeon23: Sacráspero, uma mega dungeon em meio a picos gélidos & pântanos profanos

Sacráspero

Uma mega dungeon em meio a picos gélidos & pântanos profanos

Sacráspero é uma mega dungeon/masmorra em construção e está sendo desafiador ter o habito de construir passo a passo, para mim essa constância é que é o grande desafio. Sou muitas vezes a pessoa de rompantes criativos que nem sempre levam a alguma coisa (não que tenha que levar sempre, mas já me frustrei muito com isso) e que nesse ano, com ajuda de amigos e claro, metas de começo de ano, me propus a participar desse desafio junto com o desafio Gygax23. Fica aqui o material referente as duas primeiras semanas do meu suor mas com um sorriso no rosto: 

No sopé da montanha do Ferrão existem inúmeras entradas para um complexo de um antigo templo que, supostamente, foi amaldiçoado e povoado por seres além do tempo e do caos. Conhecido como Sacráspero, esse ambiente é utilizado por uma guilda-religião de ladinos que acredita que um dragão negro de nome Hamidaran é o avatar da divindade do Caos e que os abençoa com suas dadivas. Hamidaran vive além das antigas criptas na parte média da masmorra, evitando o frio do inverno e recebendo ofertas e articulando planos para levar o Caos aos povos próximos. Seus reais motivos ainda são desconhecidos.

Há caminhos ainda mais fundos no chão que nem o dragão ou os ladinos mais desprovidos de noção não descem, algumas aranhas gigantes e outros seres, por vezes, aparecem ao subir para as zonas mais superiores e levam um desafortunado como alimento.


















sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Panfleto: A irmandade púrpura.


Fala gente, hoje venho aqui compartilhar um panfleto de aventura que eu fiz com uma pegada Sandbox

O sistema do material é o Espadas & Punhais do meu amigo Álvaro Botelho do @falando_de_rpg (https://www.instagram.com/falando_de_rpg/) . Recomendo muito esse sistema e em breve sairá a segunda edição dele. Mas, vale lembrar que, como todos os sistemas de pegada Old School, esse material é facilmente adaptado para qualquer outro sistema. A prioridade é mais o ambiente e as relações do que as regras ou sistemas por si só.

Sobre  a estória: A Irmandade Púrpura é uma tribo de Kobolds que serve ao seu senhor Tistéptl, mas que para saciar seus desejos e curiosidades, eles mexem com muitas vilas e pessoas. O que os aventureiros irão fazer com tal situação? Cabe a você descobrir!

Te deixo na curiosidade para você usar esse panfleto como quiser, e se der, me conta se você usou essa estória ou algo dela em sua mesa de RPG. 


Forte abraço.
Saulo Monte. 

Link para o download gratuito: 

 https://drive.google.com/drive/folders/1rYCrzxP9xA6Nt8ItBu2a0E8_e0_ESg0v?usp=share_link

Presságios em Pé de Monte

Texto originário a partir de um jogo solo usando Espadas & Punhais junto à Beyond the Wall and Other Adventures.